Preservação: Por que o Rio foi tão abandonado?

“A apatia do carioca e seu desprezo ao passado. A urgente necessidade de recuperarmos nossas raízes, nossa identidade. A importância da preservação dos bens culturais.”

Encontrei um vídeo do historiador Milton Teixeira, publicado em 2009, que explica a razão de ter havido tanta destruição na nossa cidade a partir dos anos 70. É um alerta para todos nós, cariocas, nascidos ou não no Rio de Janeiro.

“Durante muito tempo o carioca foi proibido de cuidar da sua cidade. Ele não tenha direito a opinar. Você tinha uma ditadura militar, onde não se ouvia a população. Na verdade, destruía-se e construía-se aqui no Rio de Janeiro, sem consultar a população.

preservação do Palácio Monroe

Destruiu-se o Palácio Monroe, destruiu-se o Catumbi, destruiu-se a Lapa, lugares de grande apelo popular. Parece que havia um desejo das instituições de acabar com os lugares que representassem a população. Mas o Rio resistiu. E, de início, isso criou uma certa apatia no carioca. O carioca não prestava muita atenção no que estava indo abaixo. Ainda hoje há muita apatia. O carioca é muito apático em relação a sua cidade. Só em alguns momentos, em alguns casos, quando lhe interessa, ele se movimenta para defender alguma coisa. Nós temos uma tendência a desprezar o nosso passado. Isso vem desde a época da fundação da cidade. As pessoas que vinham para cá procuravam esquecer o seu passado, começar a vida de novo. Isso tem até hoje. Se não houver uma mobilização popular, muito do Rio vai se perder nos próximos anos.

É a nossa memória, a nossa raiz, a nossa identidade. Precisa ser preservada, precisa ser recuperada e precisa ser restaurada.”

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